Quando meu filho nasceu, eu tinha mais de dez gatos, hoje (janeiro de 2019) ele tem 4 anos (meu filho) e o número de gatos deve ter duplicado (sobre quantidade de gatos em casa, é sempre aproximadamente) e devo escrever que em todos os aspectos o fato de ter tantos gatos e um filho foi (quase) sempre positivo. Às vezes até tem (um mar de) espinhos nesse mar de flores, o que é absolutamente comum e (irritante) facilmente resolvido com bastante (paciência) responsabilidade e o mínimo de bom senso.
Importante não negligenciar os gatos (aliás, independente da situação, é importante lembrar disso), o gato (ou os gatos, se você é uma pessoa divertida que nem eu) faz parte da família e ele deve se sentir seguro e amado igual era antes de vir uma criança (por mais que não seja), dedique um tempo a ele (enfrente o deserto sem fim do cansaço e dê um tempinho e um carinho ao gatinho), deixe que ele chegue perto da criança e incentive o gato a amar a criança e você verá que logo terá ciúmes do gato amar mais a criança do que você... mas isso é algo positivo (eu acho), faça isso (pelo menos tente)!
Algumas coisas a relatar:
1.
Nosso gato Abu, o Rei da casa (por mais que minha esposa negue isso, ele é o Rei), era o mais chegado da minha linda esposa quando meu filho nasceu, o Abu parecia um rato feio mutante vindo do espaço quando era filhote e foi cuidado pela minha esposa, de forma que os dois ficaram muito próximos... ou ele muito próximo dela, acabou por virar um enorme gato preto de patas enormes, cara enorme e olhos amarelos inexpressivos, devoto de Santa Mamãe dos Gatos (minha esposa), o culto à essa Santa foi instaurado e considerado obrigatório em todo Reino dos Gatos, onde o Abu é rei. Isso até nosso amado filho Oscar nascer, pois as atenções dessa devota Mamãe de Gatos passou a ser, também, da cria humana, de Rei Abu, o devoto gato passou a Rei Abu Adolescente Revoltado, tentava fugir de casa sempre que abríamos o portão, ignorava nossos chamados (tá bom, ele sempre nos ignorou) e passou a não querer mais a companhia de sua Santa Mamãe. Esse ciúmes durou mais de um ano, mas a relação deles nunca mais foi a mesma... mas com um gato as coisas nunca mais são as mesmas de um dia para o outro, de um minuto para o outro, se um segundo para o outro...
2.
Os gatos não diferenciam os humanos dos outros gatos, para os gatos somos gatos (ainda que muito estranhos), para os meus mais de dez gatos de quando o Oscar nasceu, ele era só mais um gato (ainda que muito estranho) e o trataram como mais um gato (ainda que muito estranho). As fotos abaixo são dos momentos de perigosa interação entre o Oscar e os gatos, momentos esses que não eram comuns:
3.
Como puderam notar (vocês notaram, não é?), a chegada de uma criança numa casa de gatos é algo muito positivo... ok, positivo, possivelmente problemático, pois no início a criança não interage muito e só vai começar a brincar de maneira aceitável com os gatos um tempo depois e com muito orientação, mas esse não é o tema aqui.
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| Esse é o Hiro, se deixasse ele dava banho no Oscar (isso mesmo! Lambia o Oscar!)... |
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| Na família, o Oscar era chamada de "Mogli" (nunca na nossa presença)... |
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| Teve uma vez que minha esposa amamentou o gato e colocou ração para o Oscar (HUAHUAHUA! Brincadeira!)... |
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| Dois gatos saudáveis e seguros... |
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| O Raposo está feliz com a brincadeira! (é brincadeira, o Raposo nunca parece feliz mesmo...) |
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| Contatos Imediatos em Terceiro Grau (quem é o alien aqui?) |
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| Uma vez eu dividi meu ovo de páscoa com meu cachorro Boomer (dá pra ver de onde vem essa foto)... |
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| Afinal, ele cresceu saudável! (Para decepção dos que não são amigos de gatos)... |
Pois é, não tem foto do Abu com ele, mas eu asseguro que o Abu adora meu filho, ele até faz "narizinho" nele (o que quer dizer que ele esfrega o nariz no nariz dele, o que é gelado e desconfortável, mas muito fofo).
É importante que lembremos crianças e gatos que a casa, afinal, não é nem de um e nem de outro, mas de todos que moram nela (a família) e que cada um tem direito ao seu espaço e às suas manias, não importa quão estranhas sejam... A convivência entre crianças e outros bichos não é só possível, é necessária!
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