Sete Filmes de Gatos (para serem assistidos em uma vida)
Aqui vai uma lista humana de filmes de gatos. Se meus gatos parassem para assistir acho que eles gostariam também, são filmes onde os gatos são apresentados de maneira positiva, ou quase, mas não deixam de serem absolutamente gatos em todos eles e qualquer um que ame esses animais reconhecerá nesses filmes gatos, com todas suas qualidades (as maiores e as menores, porque gato não tem defeito).
Gatos (Kedi) - Turquia, 2017
Os gatos de rua em Istambul, eis o tema desse documentário, que acompanha o cotidianos de alguns gatos na cidade onde os gatos tem vez, tais como das pessoas que convivem com eles.
Um tempo atrás li uma matéria sobre uma mesquita em Istambul onde os gatos podiam ficar hospedado e era alimentados, imaginem só a beleza de ver esse espírito na cidade toda.
As sequências, a fotografia, os testemunhos... tudo isso contribui para ser o documentário número 1 de qualquer um que ame esses felinos, é de uma beleza surpreendente. Absolutamente recomendável!
O Reino dos Gatos (Neko no Ongaeshi) - Japão, 2002.
Do estúdio Ghibli, (mais conhecido pela "Viagem de Chihiro" e "Ponyo"), o "Reino dos Gatos" é o meu favorito e não poderia deixar de ser.
A animação começou a ser produzida para ser uma curta-metragem em promoção de um parque temático no Japão e o projeto cresceu, mas não muito, é uma animação curta e cheia de buracos no enredo (é o que dizem, mas já que adoramos gatos, não nos importamos com isso), um projeto menor do Estúdio Ghibli (uma prática comum no estúdio, lançar projetos menores com membros novatos na equipe), de qualquer forma, encantador. E engraçado!
Conta a história de Haru, uma menina que salva um gato que é o Príncipe Lune (ele se levanta em duas patas e agradece, eu e meu filho sempre rimos nessa parte, mas meus gatos não parecem achar graça), a partir disso os súditos do Reino dos Gatos passam a agradar Haru ("mil felicidades caem sobre ela"), o que, para ela é um problema, mas para quem assiste não é. A não ser para os gatos, como eu já escrevi, meus gatos não acham muita graça nesse desenho.
O Gato do Rabino (Le Chat du Rabbin) - França / Áustria, 2011
Baseado nos quadrinhos de Joann Sfar (que também é um dos diretores da animação).
Tem um momento em que o gato do rabino discute com um burro que pertence a um árabe sobre a origem do nome de um sábio, o gato alega que o sábio era judeu e o burro que era árabe, enquanto os dois discutem (ou seja, o gato rosna e o burro zurra) os respectivos donos conversam e riem juntos. Por outro lado, o gato não cansa que questionar o Deus do rabino, o gato é um gato em todos aspectos, come um papagaio e adquire o dom da fala (ou uma maldição?), resolve fazer um Bar Mitzvah para ficar perto da filha do rabino, chama o nome de Deus em vão... tudo isso na Argélia da década de 1920.
A Mansão Mágica (Thunder and The House of Magic) - Bélgica / França, 2013
A animação começa com um gato amarelo sendo abandonado por um carro que, aparentemente, está com uma família em mudança, depois de correr de alguns perigos, o gato entra em uma mansão com brinquedos que tem vida e um coelho mal-humorado, o dono da mansão é um mágico idoso chamado Leonardo, que apesar das desconfianças de seu coelho, adora o gato e o batiza de Trovão (ou Thunder). Se desenvolve ao longo do desenho uma batalha entre um corretor de imóveis querendo vender a mansão e os brinquedos liderados pelo gentil Trovão.
Não é uma grande animação, mas o senso territorialista de Trovão e o seu apego ao seu novo dono Leonardo nos apresenta características que todos nós reconhecemos em nossos gatos, mas que raramente são representadas em animações ou filmes.
Um Gato em Paris (Une Vie de Chat) - França, 2010
Dino é um gato típico que tem mais de um dono (onde é seguro para os gatos andar pelas ruas), de dia ele é de Zoe, uma menina que é filha de uma delegado de polícia que está investigando roubos cometidos por Nico, o dono noturno de Dino, um ladrão habilidoso e de bom coração.
Gato de Botas (Puss in Boots) - EUA, 2011
O Gato de Botas luta pela justiça quando os meios legais não conseguem fazer isso, aliás, ele luta contra os meios legais quando esses são injustos, isso já é motivo suficiente para gostar dele, mas além disso ele é um gato que chega no bar e pede leite, não resiste a um fiozinho balançando e tem aqueles olhos... mesmo quando ele faz feiuras, é um personagem que torcemos por ele incondicionalmente. A condição marginal na qual ele cresce (num orfanato e sem ter um nome) são situações comuns para um gato, ainda que ele fale, use botas e lute com espada, sempre vemos ele sendo um gato.
Aristogatas (The Aristocats) - 1970, EUA
Um clássico da Disney. Para quem gosta de gatos, o interessante é a interação entre um gato de rua (o Thomas), a gata da Madame Bonfamille (a Duquesa) e os três filhotes dela (o pintor Toulouse, o músico Berlioz e a dançarina Marie), além de ver o malfeitor que detesta gatos se dar mal no fim. Foi o último filme a ser aprovado pelo próprio Walt Disney e o primeiro a ser feito sem ele (que faleceu em 1966).







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