Missão (miados e mais miados)

Sejam bem-vindos, vocês que são amigos de gatos também!

Aqui em casa somos todos amigos de gatos, exceto, talvez, alguns gatos (pois tem gatos que não gostam de outros gatos) e penso que seria bom compartilhar a experiência e o conhecimento que vem com ela sobre esses animais deveras temperamentais, mostrar que é possível conviver com mais de vinte gatos em casa, mantendo tudo organizado e limpo e ao mesmo tempo dar conta da vida familiar e profissional, tudo isso sem ir à falência e nem à loucura.

Somos uma pequena família humana (eu, minha esposa Gisele e meu filho Oscar) de doidos por gatos, vivemos com mais de vinte gatos em casa (24 deles, na verdade somos uma grande família humana-felina), além dos 4 cachorros (uma enorme família humana-felina-canina) e a Mika (que é uma tartaruga, ou seja, somos uma família épica humana-felina-canina-tartaruguina).


Nesse blog você encontrará informações úteis para você, seus gatos, seus filhos... ou nem tão úteis, mas com certeza divertidas.


Miau!

Vandinha (Ou Pegue-me Se For Capaz) - Início (1/2)

Essa é a Vanda Maria, que chamamos de Vandinha.


A Vandinha foi pega de madrugada, na beira da estrada aqui onde se juntam Taubaté e Tremembé, ouvi um gato miando e fui pra rua (de madrugada, descalço, vestindo só uma calça velha), andei até onde ela estava, miúda, miando alto, escondida entre os galhos de uma árvore. Ela continuou miúda, mas perdeu o hábito de reclamar.
Na verdade, nunca foi dispensada especial atenção à Vandinha, ela sempre foi saudável e nunca foi de briga, ela acabou por se tornar nossa gata feral, ou seja, nossa gata que vive "por conta própria", "que não interage com humanos", mesmo vivendo aqui em casa. A Vandinha evita ao máximo o contato comigo ou com a Gisele (evita mais comigo do que com a Gisele), não é incomum ela fugir para o quintal dos fundos assim que apareço na frente e fugir para a frente assim que apareço do outro lado, na verdade, primeiro ela para o que estiver fazendo e fica me encarando em uma posição congelada, se eu fizer qualquer movimento na direção dela, ela corre.
Mas temos melhorado (ou ela, ou eu), sempre que eu colocava comida pra eles, de noite, ela não vinha (às vezes, só ela não vinha) e depois a Gisele capturava ela para levá-la pra comer, mas ultimamente ela aparece e até esfrega a cabeça na minha mão enquanto eu coloco comida nos potinhos, enquanto ela come eu faço carinho na cabeça dela e ela ronrona (tá certo, ainda sim ela olha pra mim e rosna, mas não corre e continua comendo e ronronando). Acho que começamos a nos entender e nossa estranha gata feral tem se tornado nossa gata feral.

Mas, às vezes a segurança falha. E um dia, ela teve acesso à garagem quando o carro estava por lá (o que, na verdade, já tinha acontecido com ela várias vezes e não nos preocupava, pois só dois gatos nossos conseguem sair de casa usando o carro como apoio, quer dizer, agora são três), pois é, nossa gata feral fugiu, capturar ela no chão é uma coisa, mas no telhado, provou-se tarefa ingrata elevada a dois nesses dias de chuvas sem fim.
Subimos pela escada (que já está velha e não inspira confiança) um milhão de vezes e raras vezes vemos ela, tudo leva a crer que ela fica apenas em cima do nosso próprio telhado ou num sótão onde ficam alguns materiais velhos e a caixa da água, para uma gata pequena e ágil que nem ela é fácil passar de um para outro e de fato, muitas vezes eu a vejo da rua, no telhado, deitadona, como se não houvesse amanhã e já consegui ver no sótão também, mas daí até ela vir comigo é outra história, imagino que só de ouvir o barulho da escada apoiando no telhado ela corre para o sótão e só de ouvir a portinha do sótão abrindo ela corre para o telhado.
O que temos feito, então? Alimentado nossa gatinha feral (já tentamos vencer pela fome, ela é irredutível, ou seja, aquela propaganda do Whiskas Sachê não funciona sempre) e deixando água para ela. Bom, ela come (ou a comida sai correndo do potinho quando não estamos olhando), por enquanto estamos nesse passo, o próximo é comprar uma gatoeira, assim que der em alguma coisa (ou não), eu aviso.
Isso é uma "gatoeira", ou "armadilha para animais pequenos", muito útil para qualquer "louco dos gatos", ou "gateiro"





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