Missão (miados e mais miados)

Sejam bem-vindos, vocês que são amigos de gatos também!

Aqui em casa somos todos amigos de gatos, exceto, talvez, alguns gatos (pois tem gatos que não gostam de outros gatos) e penso que seria bom compartilhar a experiência e o conhecimento que vem com ela sobre esses animais deveras temperamentais, mostrar que é possível conviver com mais de vinte gatos em casa, mantendo tudo organizado e limpo e ao mesmo tempo dar conta da vida familiar e profissional, tudo isso sem ir à falência e nem à loucura.

Somos uma pequena família humana (eu, minha esposa Gisele e meu filho Oscar) de doidos por gatos, vivemos com mais de vinte gatos em casa (24 deles, na verdade somos uma grande família humana-felina), além dos 4 cachorros (uma enorme família humana-felina-canina) e a Mika (que é uma tartaruga, ou seja, somos uma família épica humana-felina-canina-tartaruguina).


Nesse blog você encontrará informações úteis para você, seus gatos, seus filhos... ou nem tão úteis, mas com certeza divertidas.


Miau!

LIVRO - Eu Sou Um Gato, de Natsume Soseki

“Eu sou um gato. Ainda não tenho nome”, assim começa o livro de Natsume Soseki publicado em 1905, escritor japonês nascido em 1867, nascido Natsume Kinnosuke, a partir de 1887 adota o pseudônimo Soseki, que em chinês significa “estorvo”.
A história é contada do ponto de vista de um gato durante o período Meiji, no Japão, acompanhando seu patético dono por aí, esse gato lê pensamentos e despreza a falta de criatividade em seu amo, o gato não poupa críticas ao seu amo, flagrando-o em “plena sesta” quando todos acham que ele está estudando, o chamando de glutão e declarando que se amo “é sempre incapaz de exibir superioridade sobre outros humanos em qualquer coisa que se disponha a executar”, ao mesmo tempo que lhe tem consideração, afinal, foi seu amo que disse “deixe-o entrar”.
O gato não deixa de ser um gato, o título deixa isso bem claro, eis a nota da edição brasileira sobre o título: “No original, 'Wagahai wa neko de aru', que dá título ao livro. Das muitas formas de dizer eu em japonês, Soseki optou pelo pronome de primeira pessoa 'wagahai', cujo uso era restrito a políticos, militares, etc., e se revestia de certa arrogância.”
Logo no início, o gato deixa claro quem ele é de onde vem: “Eu sou um gato. Ainda não tenho nome. Não faço a mínima ideia de onde nasci”. Segue-se então o encontro do gato com “aquilo a que comumente se denomina criatura humana”, nas palavras dele e é impossível não achar graça na impressão “desagradável” que o gato tem ao se deparar com um rosto que “revelava a lisura de uma lata de remédio”, ou quando o gato conclui que os humanos poderiam “andar mais depressa, mas se contentam com apenas um par [de patas], deixando as restantes estupidamente penduradas como bacalhaus postos a secar”. Enfim, a dificuldade desse gato em compreender um mundo que que não é dele parece familiar a qualquer um que conviva com gatos, mesmo assim, esse gato mantém certo otimismo (ou senso de humor) quando diz que os humanos “não prosperarão para sempre. Esperemos pois pacientemente o advento da era dos felinos”.
Esperemos então.

Natsume Soseki, o "estorvo", talvez esperando o advento da era dos felinos...

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