Missão (miados e mais miados)

Sejam bem-vindos, vocês que são amigos de gatos também!

Aqui em casa somos todos amigos de gatos, exceto, talvez, alguns gatos (pois tem gatos que não gostam de outros gatos) e penso que seria bom compartilhar a experiência e o conhecimento que vem com ela sobre esses animais deveras temperamentais, mostrar que é possível conviver com mais de vinte gatos em casa, mantendo tudo organizado e limpo e ao mesmo tempo dar conta da vida familiar e profissional, tudo isso sem ir à falência e nem à loucura.

Somos uma pequena família humana (eu, minha esposa Gisele e meu filho Oscar) de doidos por gatos, vivemos com mais de vinte gatos em casa (24 deles, na verdade somos uma grande família humana-felina), além dos 4 cachorros (uma enorme família humana-felina-canina) e a Mika (que é uma tartaruga, ou seja, somos uma família épica humana-felina-canina-tartaruguina).


Nesse blog você encontrará informações úteis para você, seus gatos, seus filhos... ou nem tão úteis, mas com certeza divertidas.


Miau!

Soninha (ou Sônia Maria)

Essa é a Soninha:


O nome dela é Sônia Maria, mas chamamos de Soninha. Não pegamos o nome dela de uma novela mexicana, Sônia Maria é o nome de um bairro em Taubaté (esse e outros dois bairros com Maria no nome formam o Três Marias), ela foi pega em frente da escola onde eu trabalhava nesse bairro, não me lembro quem pegou ela, mas sua história de resgate foi um clássico: caixa de papelão, miolo de pão, leite, que gatinho bonitinho, tinha um homem na rua chutado ela, ninguém pode levar pra casa... eu levei, fechada numa caixa de papelão, miando pela rua. Essa foto aí de cima é de quando ela veio para casa pela primeira vez, ela ainda não era mal humorada.
Mas não era pra mim, era pra minha irmã, que já tinha uma gata chamada Floor (Floor Jansen, a vocalista do Nightwish). Essa parceria não durou muito tempo e a Soninha passou para minha mãe, que também tem uma gata, a Che (do Che Guevara, não foi minha mãe que deu esse nome, ela é bem conservadora, foi minha irmã mais nova). Essa parceria também não deu muito certo, mas a casa da minha mãe é espaçosa (e da minha irmã, antiga dona da Soninha, é um apartamento) e a Soninha viveu por lá até ficar doente e definhar.
Ela ficou bem magrela, com o pelo bem ruim e fedorenta, não fazia mais cocô (estava tudo obstruído, com cocôs de pedrinha bem duros ao longo do seu intestino) com pelo menos duas patas na cova, fiz um acordo com a minha mãe de levá-la para casa (a gata, não minha mãe) e procurar tratamento para ela. Levamos ela no Sassaki, veterinário de Pindamonhangaba. Ela tinha a doença da lagartixa, ou platinosomose, mais sobre isso pode ser lido aqui.
 
A Soninha ficou uma gata depois de tratada...

Ela foi tratada (um remédio para não vomitar, um remédio para o estômago e um vermífugo) e hoje em dia vive dentro de casa, separada dos outros gatos, pois só pode ração premium (gourmet, blábláblá), caso contrário ela vomita tudo. Do resultado de tudo isso ela leva o humor de tubarão (ela sempre reclama quando você tenta tirar ela do lugar, rosna, tenta de morder e sai, pra voltar logo depois), uma ligação muito forte com minha esposa, um companheiro de qualidades duvidosas (nosso quase gato, o Feoso) e uma nova vida (pois na verdade, os gatos só tem uma vida mesmo, os mais sortudos conseguem uma segunda)...

Soninha, a sombra, esperando a Gisele sair do banheiro...

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